Boneca, esquilo e gatinho são os três mapeamentos (mappings) mais usados na extensão de cílios. Cada um redistribui os tamanhos de fio ao longo da pálpebra de um jeito diferente — e é essa distribuição que muda o formato aparente do olho. O erro mais comum é escolher pelo nome da moda em vez de escolher pelo rosto da cliente: aí o mesmo mapping vai para todo mundo e o resultado nunca convence.
Mapeamento boneca: para abrir e arredondar o olhar
No mapping boneca, os fios mais longos ficam no centro da pálpebra e diminuem gradualmente para os cantos. O efeito é um olhar redondo, aberto e "acordado". É o mapeamento que cria ilusão de olho maior.
- Indicado para: olhos pequenos, amendoados e para quem quer um olhar mais inocente e arredondado.
- Evite em: olhos arregalados ou muito redondos — o boneca acentua ainda mais essa característica.
Mapeamento gatinho (cat eye): para alongar e puxar o olhar
No gatinho, os fios crescem em direção ao canto externo, onde ficam os mais longos. O efeito é um olhar puxado, alongado e sensual, que estica o olho para fora — o famoso "foxy eye".
- Indicado para: olhos arregalados, redondos ou muito abertos, que pedem alongamento.
- Evite em: olhos caídos — puxar o canto externo para baixo reforça a queda e entristece o olhar.
Mapeamento esquilo: o coringa que harmoniza quase tudo
O esquilo é uma mistura entre boneca e gatinho. O pico de altura fica entre o meio e o canto externo do olho, com transição mais suave que a do gatinho. Por isso ele lifta o olhar sem puxá-lo demais para fora — fica bonito na maioria dos formatos e é o mais pedido por quem quer um olhar expressivo e elevado.
- Indicado para: praticamente todos os formatos — especialmente olhos caídos, que ganham um efeito lifting.
- Por que é coringa: equilibra abertura e alongamento, então erra menos quando há dúvida.
Mapping não é estilo de catálogo — é diagnóstico. Dois rostos pedindo "esquilo" podem precisar de pontos altos e curvaturas diferentes. O que define o resultado é a leitura do olho (abertura, inclinação, simetria e projeção), não o nome do mapeamento.
Como escolher o mapeamento de cílios ideal para cada cliente
Antes de decidir entre boneca, esquilo ou gatinho, faça a leitura do olho. Este é o caminho que o Método MAP ensina, resumido:
Observe a inclinação do olho
Trace uma linha imaginária do canto interno ao externo. Se o canto externo aponta para baixo, o olho é caído — evite gatinho e prefira esquilo ou boneca para liftar.
Avalie a abertura e o tamanho
Olhos pequenos pedem boneca para abrir o olhar; olhos arregalados pedem gatinho ou esquilo para não arredondar ainda mais.
Cheque a simetria entre os dois olhos
Compare altura e inclinação de um olho com o outro. Quando há assimetria, o ponto alto e a curvatura precisam ser ajustados lado a lado para igualar o olhar.
Defina o ponto alto e a curvatura
Escolha onde fica o pico de altura (centro = boneca, canto externo = gatinho, entre os dois = esquilo) e a curvatura que respeita a projeção natural dos fios da cliente.
Perguntas frequentes
Qual o melhor mapping para olhos caídos?
Para olhos caídos, evite o gatinho — ele puxa o canto externo para baixo e reforça a queda. Prefira o esquilo ou o boneca, que elevam o olhar (efeito lifting). O esquilo costuma ser a melhor escolha por liftar sem arredondar demais.
Qual mapping deixa o olho maior?
O mapeamento boneca, com os fios mais longos no centro da pálpebra, cria a ilusão de um olho maior e mais redondo. É o indicado para olhos pequenos.
Qual é o mapping mais versátil?
O esquilo é considerado o coringa porque harmoniza quase todos os formatos de olho. Mesmo assim, o ideal é confirmar com a leitura do rosto — versátil não significa universal.
Posso misturar curvaturas no mesmo mapping?
Sim. Misturar curvaturas e tamanhos dentro do mesmo mapeamento é justamente o que gera resultados personalizados e corrige assimetrias. É uma técnica central do visagismo avançado.
